13 de janeiro de 2015

O MITO DA MÚMIA

A MÚMIA DO TITANIC III

Um dos mitos mais difundidos do Titanic é que a bordo estava uma múmia egípcia amaldiçoada e que fez com que o navio dos sonhos afundasse. Nestes próximos dois posts vamos encerrar este tema, e que é, como muitas outras coisas famosas sobre o Titanic, uma lenda. 
Esta lenda foi lançada por William T. Stead (na foto), passageiro do Titanic, jornalista e entusiasta do oculto e do espiritualismo. Stead tinha mostrado grande interesse sobre a múmia "maldita" do British Museum. Durante a noite de 12 de Abril de 1912, vários passageiros começaram a contar histórias de fantasmas na sala de fumar de primeira-classe, e uma dessas histórias inspiraram o jornalista a contar aos seus companheiros sobre a história da múmia amaldiçoada. Ele chegou a dizer que qualquer um que conte a história teria um fim terrível. Frederic Seward, um dos poucos ouvintes que sobreviveram ao naufrágio recusou-se a repetir a história da maldição para não abusar da sorte.
A lenda não demorou muito até se propagar. Quatro anos após o naufrágio, a história de que o desastre do Titanic foi causado por uma múmia amaldiçoada já se encontrava generalizada.
Um artigo de Marion Ryan em 27 de Agosto de 1916, no jornal Weekly Dispatch menciona o depoimento de Sir Wallis Budge de que a suposta múmia do Museu Britânico nunca tinha existido. Budge também negou os boatos de que o museu tinha vendido o suposto artefacto a um milionário americano que o fazia transportar para os Estados Unidos a bordo do Titanic. Ele acrescentou:
"O cerne de todos estes contos de fadas é isto. Temos o sarcófago que já conteve a múmia de uma sacerdotisa do Egipto, que pode ou não ter cometido más acções na sua vida. De alguma forma estranha surgiu um boato acerca de duas múmias que foram trazidas para Inglaterra por pessoas sem ligação ao museu e que estariam relacionadas ao sarcófago da Sacerdotisa. Uma dessas múmias pertencia ao Sr. Ingram, e esteve no Museu Britânico temporariamente para uma exposição antes de ser vendida pelo seu proprietário a uma Sra de nome Meu. Havia lendas que esta múmia exercia uma energia negativa e que chegou a fazer com que várias pessoas entrassem em colapso nas suas vidas, mas tal nunca se verificou. A outra múmia foi levada para a Inglaterra por um inglês rico. Essa múmia nunca esteve no Museu Britânico, mas durante a sua estadia na Inglaterra contaram-se histórias de que algumas pessoas foram alvo de catástrofes estranhas e terríveis sob a sua influência. Estas tragédias ocorreram tantas vezes e de forma tão misteriosa que pareciam ir além de meras coincidências, e o proprietário da múmia não quis tê-la por muito tempo, por isso, fez vários acordos para a levar de volta a Tebas e enterrá-la. Estes acordos foram realizados durante o tempo suficiente para que a múmia da grande sacerdotisa pudesse ficar com a autoria das lendas. Estas histórias da sua maldição, que gradualmente se foram enraizando, estranhamente se relacionaram com o sarcófago do Museu."
(continua...) 

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