Downton Abbey é uma das séries mais vistas em todo o mundo e uma das minhas preferidas e mais marcantes na minha vida. Do mesmo autor de Titanic (2012 series), Julian Fellowes, esta série começa no dia 15 de Abril de 1912, quando na residência com o nome de Downton Abbey, o Conde de Grantham (Robert Crawley) recebe a notícia que o seu sobrinho e herdeiro de toda a fortuna, Patrick Crawley, e o pai James estavam no Titanic e foram considerados mortos. Patrick estava noivo da filha mais velha de Robert, Lady Mary que herdaria a fortuna da família. Após receber a notícia de sua morte, ela começa a procurar por um novo pretendente adequado. Mais tarde, na segunda temporada, a grande mansão serve de casa de convalescença para os feridos da Grande Guerra, e é quando surge um soldado com o rosto desfeito e coberto de ligaduras que diz ser o falecido Patrick. Este homem dá pormenores específicos da família, reconhecendo alguns membros do clã Crawley e certas histórias do passado... A criadagem da família é vasta e possui um elaborado sistema hierárquico, que passa por criadas, lacaios e mordomos. A série conta já com quatro temporadas, e conta os dramas e histórias da família e dos empregados ao longo dos primeiros anos do século XX no reinado de Jorge V, passando pela Primeira Guerra Mundial, a gripe espanhola, os loucos anos vinte, os tumultos entre católicos e protestantes, e a luta pela Independência da Irlanda do Norte. A música abaixo faz parte da trilha sonora e chama-se Titanic. Oiça aqui.
Quando em 2012 o Costa Concordia encalhou ao largo do porto de Isola del Giglio na Toscana, submergindo parcialmente, depressa apareceram comparações forçadas com o Titanic. O que pretendo aqui é "descomparar" e dar a conhecer que pouco existe de semelhanças. O Titanic afundou-se em 15 de Abril de 1912, tendo batido no icebergue às 23h40 do dia 14. O Costa Concordia abalroou as rochas por estar demasiado perto de terra na noite de 13 de Janeiro de 2012 e ficando submerso 2/3 do seu tamanho. O Titanic seguia na sua viagem inaugural, o Concordia já fazia travessias desde 2006. Por isso em imagens como esta que comparam os dois navios, a única coisa que posso dizer que acho parecida, é a beleza dos dois iluminados na noite escura, morrendo lentamente. Já que as datas de ambos estão erradas.
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Outra comparação realizada foi a dos dois capitães dos navios. É de lembrar que no Titanic o capitão Smith foi para o fundo com o seu navio, já o capitão Schettino foi dos primeiros a deixar o Concordia. Se formos comparar as dimensões e capacidades dos dois, identificamos as diferenças. O Titanic media 270m de comprimento, o Concordia 290m. Em largura o Titanic tinha 28m, o Concordia 35,5m. Em peso bruto, o Titanic passava as 46 mil toneladas, o Concordia as 114 mil. Coincidência ou não, foi o facto da última música a ser tocada no Concordia ter sido My Heart Will Go On, segundo contam alguns sobreviventes. E por falar em sobreviventes, os resultados finais das duas tragédias são de cerca de 1500 mortos no Titanic, no Concordia 32. No passado, uma sobrevivente do Concordia veio a público relembrar a tragédia do Titanic onde um parente seu não teria resistido, leia aqui.
Polo Norte, Havaí e Amazônia estão na lista feita pelo site CNN, que reúne opções com diárias a partir de R$ 900
Nos vestígios do Titanic Para quem procura uma viagem com experiências e sensações novas, um cruzeiro pode não ser a primeira coisa que passa pelacabeça. No entanto, o que muita gente não sabe é que os cruzeiros não se limitam a grandes navios de luxo pelo Caribe, com programação para adultos e crianças, festas e restaurantes. Para quem gosta de aventuras, o site CNN fez uma seleção de 10 cruzeiros diferentes. Confira a seguir.
O naufrágio do Titanic, em 1912, foi um dos mais famosos e emblemáticos da história, e ganhou ainda mais curiosos após o famoso filme com Leonardo di Caprio e Kate Winslet como protagonistas. Os verdadeiros apaixonados podem navegar até o meio do Oceano Atlântico para embarcar em um submarino e ver de perto os vestígios do imenso navio, numa verdadeira viagem no tempo a quase 4 mil m abaixo da superfície. Os cruzeiros são feitos segundo disponibilidades legais pela Adventure Associates, a partir de R$ 11 mil por noite.
Cruzeiros saem da Tasmânia e custam a partir de R$ 1.400 Foto: US Embassy New Zealand
Nos passos dos exploradores da Antártida
Exploradores históricos, como Scott e Amundsen, foram alguns dos que desbravaram a imensidão da Antártida, o Continente Branco. Hoje, turistas aventureiros têm a possibilidade de seguir seus passos, navegando entre icebergs e fiordes em cruzeiros da Heritage Expeditions, que saem da Tasmânia e custam a partir de R$ 1.400 diários por pessoa.
Quebrando o gelo no Polo Norte
Um século atrás, atingir o Polo Norte era uma aventura comparável ao que seria viajar à lua atualmente. Hoje, o Ártico ainda é um destino para poucos, mas é acessível em diferentes viagens, desbravando a imensidão branca e explorando a região remota e inóspita. A Quark Expeditions leva passageiros em expedições de duas semanas a bordo do quebra-gelo mais poderoso do mundo, com saída na cidade russa de Murmansk a partir de R$ 4 mil diários.
De ilha em ilha no Pacífico
Longe dos cruzeiros gigantes e multitudinários que navegam pelas águas do Pacífico, o Braveheart da empresa Wild Earth Travel tem lugar para apenas doze passageiros. O barco leva os visitantes para conhecer as ilhas mais remotas e intocadas da região, encontrando apenas a natureza selvagem numa viagem de 29 dias, a partir de R$ 2.800 diários por pessoa.
No coração do oeste da África
Países do oeste da África, como Angola, Serra Leoa e Congo, se recuperam de anos de conflitos e se transformam cada vez mais em destinos turísticos atrativos. Com preços a partir de R$ 1.400 diários, a G Adventures leva seus passageiros para explorar vilarejos litorâneos, santuários de vida selvagem e mercados, entre muitas surpresas.
Livro da selva
O rio Brahmaputra começa nas geleiras do Tibete e serpenteia por mais de 2.900 km até desembocar na Baía de Bengala. A empresa Assam Bengal Navigation é especializada em cruzeiros pelo rio, percorrendo diferentes trechos e permitindo conhecer lugares como o Parque Nacional de Kaziranga, com a possibilidade de ver de perto animais como elefantes, rinocerontes e tigres. Viagens a partir de R$ 900 diários por pessoa.
Amazônia peruana
O rio Amazonas oferece uma natureza impressionante, rodeado pela exuberante selva Amazônica, conhecida como "pulmão do planeta". Saindo da cidade peruana de Iquitos, a Aqua Expeditions leva os seus passageiros para conhecer a Reserva Nacional de Pacaya Samiria, um dos mais belos santuários encontrados na região, onde há populações nativas e animais, como botos, piranhas, bichos-preguiça e macacos. Expedições a partir de R$ 1.630 diários.
A região de Kimberley, no noroeste da Austrália, é conhecida por ser inóspita e ter águas infestadas de crocodilosFoto: David Busch/Flickr
Atravessando a antiga Kimberley
A região de Kimberley, no noroeste da Austrália é conhecida por ser extremamente inóspita, até para seus habitantes nativos instalados lá há milhares de anos. No entanto, o local oferece magníficas paisagens que podem ser exploradas em cruzeiros entre abril e setembro, após um período de chuvas torrenciais que criam cachoeiras que correm pelos penhascos e formações rochosas em meio a águas infestadas de crocodilos. A North Star Cruises Australia tem diversas opções de cruzeiros a partir de R$ 2.200 diários por pessoa.
Passagem do Noroeste
A Passagem do Noroeste é o nome dado ao conjunto de estreitos (canal de água que une dois corpos aquosos, como mares e oceanos, e separa duas massas de terra) que formam uma via marítima no norte da América, passando pelo Circulo Polar Ártico, unindo o Atlântico e o Pacífico e chegando ao estreito de Bering, que separa o Alasca da Rússia. Apesar do ambiente inóspito da região, os raros visistantes encontram paisagens estonteantes e absolutamente intocadas em cruzeiros organizados pela One Oncean Expeditions, com preços a partir de R$ 1.400. Safári nas Ilhas do Havaí
É possível conhecer o Havaí sem se limitar aos clichês de resorts de luxo e pontos turísticos. A Un-Cruise Adventures oferece cruzeiros em barcos de apenas 36 passageiros que exploram a ilha de Big Island combinando atividades como caiaque, trilhas em meio aos vulcões e mergulhos com golfinhos e arraias. Preços a partir de R$ 1.600 diários por pessoa.
O Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. Ele não levava nenhum "passageiro".
No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida. Terça-feira, 21 de novembro de 1916. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Perto das 7h da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, pouco tempo depois outra tremenda explosão causada por um torpeto se ouviu (foi atinguido a meio) adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso.
Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou.
A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova de água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6.
Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.
Infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião.
A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas,também essas pessoas não remaram para se afastar do navio.
Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio, esqueceram de parar os motores.
O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda.
Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.
É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de brancocom uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital.
O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.
O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.