20 de dezembro de 2013

DOWNTON ABBEY


DOWNTON ABBEY E O TITANIC 

Downton Abbey é uma das séries mais vistas em todo o mundo e uma das minhas preferidas e mais marcantes na minha vida. Do mesmo autor de Titanic (2012 series), Julian Fellowes, esta série começa no dia 15 de Abril de 1912, quando na residência com o nome de Downton Abbey, o Conde de Grantham (Robert Crawley) recebe a notícia que o seu sobrinho e herdeiro de toda a fortuna, Patrick Crawley, e o pai James estavam no Titanic e foram considerados mortos. Patrick estava noivo da filha mais velha de Robert, Lady Mary que herdaria a fortuna da família. Após receber a notícia de sua morte, ela começa a procurar por um novo pretendente adequado. Mais tarde, na segunda temporada, a grande mansão serve de casa de convalescença para os feridos da Grande Guerra, e é quando surge um soldado com o rosto desfeito e coberto de ligaduras que diz ser o falecido Patrick. Este homem dá pormenores específicos da família, reconhecendo alguns membros do clã Crawley e certas histórias do passado... 
A criadagem da família é vasta e possui um elaborado sistema hierárquico, que passa por criadas, lacaios e mordomos. A série conta já com quatro temporadas, e conta os dramas e histórias da família e dos empregados ao longo dos primeiros anos do século XX no reinado de Jorge V, passando pela Primeira Guerra Mundial, a gripe espanhola, os loucos anos vinte, os tumultos entre católicos e protestantes, e a luta pela Independência da Irlanda do Norte. A música abaixo faz parte da trilha sonora e chama-se Titanic. Oiça aqui.

4 de dezembro de 2013

COSTA CONCORDIA E TITANIC

COSTA CONCORDIA E TITANIC 
Quando em 2012 o Costa Concordia encalhou ao largo do porto de Isola del Giglio na Toscana, submergindo parcialmente, depressa apareceram comparações forçadas com o Titanic. O que pretendo aqui é "descomparar" e dar a conhecer que pouco existe de semelhanças. O Titanic afundou-se em 15 de Abril de 1912, tendo batido no icebergue às 23h40 do dia 14. O Costa Concordia abalroou as rochas por estar demasiado perto de terra na noite de 13 de Janeiro de 2012 e ficando submerso 2/3 do seu tamanho. O Titanic seguia na sua viagem inaugural, o Concordia já fazia travessias desde 2006. Por isso em imagens como esta que comparam os dois navios, a única coisa que posso dizer que acho parecida, é a beleza dos dois iluminados na noite escura, morrendo lentamente. Já que as datas de ambos estão erradas. 
Clique na imagem
para a ver ampliada.
Outra comparação realizada foi a dos dois capitães dos navios. É de lembrar que no Titanic o capitão Smith foi para o fundo com o seu navio, já o capitão Schettino foi dos primeiros a deixar o Concordia. Se formos comparar as dimensões e capacidades dos dois, identificamos as diferenças. O Titanic media 270m de comprimento, o Concordia 290m. Em largura o Titanic tinha 28m, o Concordia 35,5m. Em peso bruto, o Titanic passava as 46 mil toneladas, o Concordia as 114 mil. Coincidência ou não, foi o facto da última música a ser tocada no Concordia ter sido My Heart Will Go On, segundo contam alguns sobreviventes. E por falar em sobreviventes, os resultados finais das duas tragédias são de cerca de 1500 mortos no Titanic, no Concordia 32. No passado, uma sobrevivente do Concordia veio a público relembrar a tragédia do Titanic onde um parente seu não teria resistido, leia aqui.

Visita ao Titanic custa R$ 11 mil; veja cruzeiros para amantes de aventura


Polo Norte, Havaí e Amazônia estão na lista feita pelo site CNN, que reúne opções com diárias a partir de R$ 900

Nos vestígios do Titanic Para quem procura uma viagem  com experiências e sensações novas, um cruzeiro pode não ser a primeira coisa que passa pelacabeça. No entanto, o que muita gente não sabe é que os cruzeiros não se limitam a grandes navios de luxo pelo Caribe, com programação para adultos e crianças, festas e restaurantes. Para quem gosta de aventuras, o site CNN fez uma seleção de 10 cruzeiros diferentes. Confira a seguir.

O naufrágio do Titanic, em 1912,  foi um dos mais famosos e emblemáticos da história, e ganhou ainda mais curiosos após o famoso filme com Leonardo di Caprio e Kate Winslet como protagonistas. Os verdadeiros apaixonados podem navegar até o meio do Oceano Atlântico para embarcar em um submarino e ver de perto os vestígios do imenso navio, numa verdadeira viagem no tempo a quase 4 mil m abaixo da superfície. Os cruzeiros são feitos segundo disponibilidades legais pela Adventure Associates, a partir de R$ 11 mil por noite. 

Cruzeiros saem da Tasmânia e custam a partir de R$ 1.400  Foto: US Embassy New Zealand
Cruzeiros saem da Tasmânia e custam a partir de R$ 1.400 
Foto: US Embassy New Zealand

Nos passos dos exploradores da Antártida
Exploradores históricos, como Scott e Amundsen, foram alguns dos que desbravaram a imensidão da Antártida, o Continente Branco. Hoje, turistas aventureiros têm a possibilidade de seguir seus passos, navegando entre icebergs e fiordes em cruzeiros da Heritage Expeditions, que saem da Tasmânia e custam a partir de R$ 1.400 diários por pessoa.


Quebrando o gelo no Polo Norte
Um século atrás, atingir o Polo Norte era uma aventura comparável ao que seria viajar à lua atualmente. Hoje, o Ártico ainda é um destino para poucos, mas é acessível em diferentes viagens, desbravando a imensidão branca e explorando a região remota e inóspita.  A Quark Expeditions leva passageiros em expedições de duas semanas a bordo do quebra-gelo mais poderoso do mundo, com saída na cidade russa de Murmansk a partir de  R$ 4 mil diários. 
De ilha em ilha no Pacífico
Longe dos cruzeiros gigantes e multitudinários que navegam pelas águas do Pacífico, o Braveheart da empresa Wild Earth Travel tem lugar para apenas doze passageiros. O barco leva os visitantes para conhecer as ilhas mais remotas e intocadas da região, encontrando apenas a natureza selvagem numa viagem de 29 dias, a partir de R$ 2.800 diários por pessoa.
No coração do oeste da África
Países do oeste da África,  como Angola, Serra Leoa e Congo, se recuperam de anos de conflitos e se transformam cada vez mais em destinos turísticos atrativos. Com preços a partir de R$ 1.400 diários, a G Adventures leva seus passageiros para explorar vilarejos litorâneos, santuários de vida selvagem e mercados, entre muitas surpresas.

Livro da selva
O rio Brahmaputra começa nas geleiras do Tibete e serpenteia por mais de 2.900 km até desembocar na Baía de Bengala. A empresa Assam Bengal Navigation é especializada em cruzeiros pelo rio, percorrendo diferentes trechos e permitindo conhecer lugares como o Parque Nacional de Kaziranga, com a possibilidade de ver de perto animais como elefantes, rinocerontes e tigres. Viagens a partir de R$ 900 diários por pessoa.

Amazônia peruana
O rio Amazonas oferece uma natureza impressionante, rodeado pela exuberante selva Amazônica, conhecida como "pulmão do planeta". Saindo da cidade peruana de Iquitos, a Aqua Expeditions leva os seus passageiros para conhecer a Reserva Nacional de Pacaya Samiria, um dos mais belos santuários encontrados na região, onde há populações nativas e animais, como botos, piranhas, bichos-preguiça e macacos. Expedições a partir de R$ 1.630 diários. 

A região de Kimberley, no noroeste da Austrália, é conhecida por ser inóspita e ter águas infestadas de crocodilos Foto: David Busch/Flickr
A região de Kimberley, no noroeste da Austrália, é conhecida por ser inóspita e ter águas infestadas de crocodilos
Foto: David Busch/Flickr

Atravessando a antiga Kimberley
A região de Kimberley, no noroeste da Austrália é conhecida por ser extremamente inóspita, até para seus habitantes nativos instalados lá há milhares de anos. No entanto, o local oferece magníficas paisagens que podem ser exploradas em cruzeiros entre abril e setembro, após um período de chuvas torrenciais que criam cachoeiras que correm pelos penhascos e formações rochosas em meio a águas infestadas de crocodilos. A North Star Cruises Australia tem diversas opções de cruzeiros a partir de R$ 2.200 diários por pessoa.

Passagem do Noroeste
A Passagem do Noroeste é o nome dado ao conjunto de estreitos (canal de água que une dois corpos aquosos, como mares e oceanos, e separa duas massas de terra) que formam uma via marítima no norte da América, passando pelo Circulo Polar Ártico, unindo o Atlântico e o Pacífico e chegando ao estreito de Bering, que separa o Alasca da Rússia. Apesar do ambiente inóspito da região, os raros visistantes encontram paisagens estonteantes e absolutamente intocadas em cruzeiros organizados pela One Oncean Expeditions, com preços a partir de R$ 1.400.
 
Safári nas Ilhas do Havaí

É possível conhecer o Havaí sem se limitar aos clichês de resorts de luxo e pontos turísticos. A Un-Cruise Adventures oferece cruzeiros em barcos de apenas 36 passageiros que exploram a ilha de Big Island combinando atividades como caiaque, trilhas em meio aos vulcões e mergulhos com golfinhos e arraias. Preços a partir de R$ 1.600 diários por pessoa. 

O Inicio da Classe Olympic!


21 de novembro de 2013

Morte do Maior e Lindo navio Hospitalar -> Britannic


Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. Ele não levava nenhum "passageiro". 
No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida.
Terça-feira, 21 de novembro de 1916. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Perto das 7h da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, pouco tempo depois outra tremenda explosão causada por um torpeto se ouviu (foi atinguido a meio) adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. 

Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. 
A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova de água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6.
 Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.


Infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião. 

A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas,também essas pessoas não remaram para se afastar do navio. 

Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio, esqueceram de parar os motores.

O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda.

Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.

É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de brancocom uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital.
 O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.

O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.

Mortos no naufrágio do HMHS Britannic: 
  1. Arthur Binks 
  2. Arthur Dennis 
  3.  Charles C. S. Garland 
  4.  Charles J. D. Phillips 
  5.  Frank Joseph Earley 
  6.  G. Philps 
  7.  George De Lara Honeycott 
  8.  George James Bostock
  9.  George Sherrin 
  10.  George William Godwin 
  11. George William King 
  12.  Henry Freebury 
  13. Henry James Toogood 
  14. James Patrick Rice 
  15. John Cropper 
  16.  John George McFeat 
  17. Joseph Brown 
  18.  Leonard George  
  19. Leonard Smith 
  20.  Percival W. E. White 
  21.  Pownall Gillespie 
  22. Robert Charles Babey 
  23.  Thomas A. Crawford 
  24.  Thomas Francis Tully 
  25.  Thomas Jones 
  26. Thomas Taylor McDonald  
  27. Walter Jenkins
  28.  William Sharpe 
  29.  William Smith 
  30. William Stone
Em memória dos 97 anos do BRITANNIC